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Bastou uma dose de Volúpia para mudar a história

Por Cachaciê   •  26 fevereiro de 2019   •  Compartilhar

 

A coluna “Minha História com a Cachaça” traz para você a experiência de HUGO SÉRGIO FERREIRA DE MELO.

 

Natural de Goiânia (Goiás), Hugo Sérgio é advogado, faz parte da CGC – Confraria Goiana da Cachaça e vive hoje em Aparecida de Goiânia.

 

Desde 2003 é um apreciador de cachaça e foi degustando uma dose da paraibana Volúpia, que se tornou um apaixonado pela nossa bebida nacional.

 

Confira todos os detalhes desta história:

 

(Cachaciê) Conte-nos sobre como você “Descobriu a Cachaça”?

 

(Hugo) Em 2003 fiz uma viajem para João Pessoa – PB e nesta visita pude apreciar a Cachaça Volúpia, foi então que vivenciei uma experiência sensorial excelente. Foi o momento em que percebi que Cachaça boa não desce “rasgando”. Desde então o whisky não teve mais prioridade em meu paladar para os destilados.

 

(Cachaciê) Em relação à bebida nacional o que mais te encanta, a cachaça em si, ou sua história e tradição?

 

(Hugo) Quando comecei a apreciar cachaça primeiro me interessei pela história e o contexto social em que a mesma esta inserida, e depois de que forma os vários fatores influenciam em seu sabor. Hoje posso dizer que na apreciação de uma cachaça procuro sempre saber da história e tradição da mesma, então posso dizer que ambos estão diretamente relacionado ao meu encanto com a cachaça.

 

(Cachaciê) Prefere as brancas ou amadeiradas?

 

(Hugo) Amadeiradas.

 

(Cachaciê) Pura ou no coquetel?

 

(Hugo) Pura.

 

(Cachaciê) De Alambique ou de Coluna?

 

(Hugo)  Alambique.

 

(Cachaciê) Gosta de preparar drinks com cachaça?

 

(Hugo) Em alguns momentos de descontração preparo para familiares, mas não é sempre.

 

(Cachaciê) Gelada ou em temperatura ambiente?

 

(Hugo) Bem Gelada.

 

(Cachaciê) Qual a sua marca de cachaça preferida?

 

(Hugo) Cachaça BOUTT.

 

(Cachaciê) Você é um consumidor das marcas do Goiás?

 

(Hugo) Procuro sempre dar preferência para as cachaças de Goiás, inclusive divulgá-las.

 

(Cachaciê) Como você vê a ampliação de mercado das marcas de produtores de Goiás?

 

(Hugo) Vejo que ainda precisa de muitos investimentos por parte do Governo, inclusive subsídios para que muitos produtores saiam do mercado informal. Em Goiás possuímos muitas cachaças excelentes, mas que sobrevivem na informalidade. Umas devido a grande burocracia exigida para ser inserida no mercado e outras por falta de conhecimento.

 

(Cachaciê) Qual sua harmonização preferida? Cachaça com…

 

(Hugo) Torresmo.

 

(Cachaciê) Taça Iso ou Copinho Shot (qual material prefere)?

 

(Hugo) Copinho Shot.

 

(Cachaciê) Compra cachaça com frequência?

 

(Hugo) Sim, as vezes até sem precisar, rsrsrrssr.

 

(Cachaciê) De que faixa média de preço?

 

(Hugo) R$ 50,00 a R$ 400,00.

 

(Cachaciê) Qual o maior valor investido por você em uma garrafa de cachaça?

 

(Hugo) R$ 550,00.

 

(Cachaciê) Tem o costume de dar cachaça de presente?

 

(Hugo) Sim, em quase todos aniversários que participo.

 

(Cachaciê) Você costuma degustar cachaça mais em casa ou no bar?

 

(Hugo) Em casa.

 

(Cachaciê) Quantos rótulos de cachaça você tem em casa?

 

(Hugo) 23.

 

(Cachaciê) Você valoriza a “cara” (embalagem), ou só se importa com o “coração” (líquido)?

 

(Hugo) Valorizo sim a “cara”, mas não compro só pela embalagem. Já que tem muita cachaça de baixa qualidade, em embalagens belíssimas.

 

(Cachaciê) Para você a sofisticação e inovação na embalagem (garrafa, rótulo, caixa) interferem na escolha dos clientes?

 

(Hugo) Interfere sim, e muito. Quem não conhece ou não entende sempre dá preferencia pela garrafa mais bonita.

 

(Cachaciê) Você leva em consideração as medalhas e destaques conquistados pelas cachaças, na hora de fazer uma comprar?

 

(Hugo) Quando não recebo informações de pessoas conhecidas procuro pesquisar as premiações e detalhes conquistados sim. Pois é uma referencia que temos para dar algum valor à cachaça.

 

(Cachaciê) Já fez algum curso de cachaça? Se sim qual, onde, quando?

 

(Hugo) Curso não, mas participei de diversas palestras e eventos informativos sobre cachaça. Em nosso estado não possui muitos cursos voltados para destilados, em especial a cachaça.

 

(Cachaciê) Em sua opinião qual o caminho para eliminar a discriminação que algumas pessoas ainda têm em relação à cachaça?

 

(Hugo) O preconceito é o principal motivo da cachaça não ser tão difundida. Precisamos difundir ainda mais a cultura de que a cachaça é um destilado de excelente qualidade, e principalmente diferenciar a cachaça da “pinga”. Demonstrarmos que cachaça não é algo de “bebum” ou dependentes químicos, que se enveredam em diversos “carotinhos”. Por fim demonstrar que ela é nossa bebida, que ela é brasileira.

 

(Cachaciê) Você faz parte de alguma confraria de cachaça? Qual?

 

(Hugo) Sim. Confraria Goiana da Cachaça.

 

(Cachaciê) Qual a vantagem de fazer parte de uma confraria de cachaça?

 

(Hugo) Conseguimos reunir pessoas que gostam de cachaças e que também buscam o conhecimento. Além da possibilidade de degustar diversos rótulos diferentes.

 

(Cachaciê) Em sua opinião qual a percepção dos extrangeiros em relação a nossa bebida?

 

(Hugo) Adoram, inclusive comentam que preferem a cachaça ao whisky.

 

(Cachaciê) Cite uma experiência positiva e inesquecível que você teve com a cachaça?

 

(Hugo) Uma experiência inesquecível é conseguir sentar com meu pai e podermos apreciar uma cachaça conversando sobre a vida e projetos do futuro.

 

(Cachaciê) “Cachaça” em uma palavra?

 

(Hugo) Paixão.

 

(Cachaciê) O que você diria para uma pessoa que quer conhecer mais sobre a nossa bebida nacional e passar a degustá-la?

 

(Hugo)  Inicie por uma cachaça de qualidade, algo que possa demonstrar os verdadeiros sabores e sentidos que a verdadeira cachaça pode apresentar. E o principal “Aprecie com moderação”.

 

Saiba mais sobre a Cachaça Volúpia, que despertou o bom gosto de Hugo Sérgio: www.cachacavolupia.com.br