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Brasil é da Cachaça

Por Cachaciê   •  1 outubro de 2018   •  Compartilhar

Filipe Brasil é bartender, consultor, fazedor de amigos, e um apaixonado pela vida noturna, pelos seus cachorros e pela cachaça!

 

 

Nesta semana especial, em que comemora-se o dia do bartender (04/10) fizemos algumas perguntas sobre Cachaça para o “Brasil”. Ele que é um profissional competentíssimo, que vem se destacando no cenário nacional, com uma coquetelaria criativa e instigante.

 

Na entrevista abaixo conheça um pouco do que Filipe Brasil pensa sobre a nossa cachaça, e como ela pode ser mais bem usada pelos bartenders, na coquetelaria:

 

(Cachaciê) Desde quando você despertou o interessante pela cachaça?

 

(Brasil) Ainda quando trabalhava no TGI Fridays, um dia tive uma aula de como fazer uma boa caipirinha. Quando provei, achei muito melhor do que qualquer uma que eu tivesse provado e entendi naquele momento, que técnica influencia muito no resultado final de qualquer receita. Aquela aula me despertou para buscar conhecer mais sobre cachaça. No entanto naquela época a busca ainda foi superficial.

 

Quando alguns anos depois o querido Flávio Trombino, do tradicional e premiado Restaurante Xapuri me chamou para participar de uma expedição à Região de Salinas/MG, meu mundo se abriu para a cachaça e eu comecei a dar realmente valor e testar receitas com cachaça.

 

(Cachaciê) Como os bartenders podem contribuir para mostrar o valor da cachaça aos consumidores?

 

(Brasil) Boas receitas, equilibradas e gostosas quebram o preconceito de que cachaça não é um bom produto para a coquetelaria. Além da informação e conscientização de que assim como qualquer destilado, há produtos de qualidade e preço bem variados. Uma cachaça de R$10,00 é bem diferente de uma de 100,00, não é mesmo?

 

(Cachaciê) Como podemos ampliar o diálogo com os bartenders e criar uma aproximação que possibilite que estes usem a cachaça com mais frequência, conhecimento e naturalidade em seu trabalho diário?

 

(Brasil) Os profissionais precisam conhecer e experimentar as marcas disponíveis no mercado. Saber mais sobre o estilo de cada produto, para ter conhecimento de causa e produzir com a cachaça os cocktails, que depois vão ganhar espaço nos bares e restaurantes. As marcas devem investir em encontros, workshops e treinamentos para os profissionais.

 

(Cachaciê) Qual o desafio de criar um coquetel ou fazer uma releitura de um coquetel clássico, tendo a cachaça como base?

 

(Brasil) Antigamente era um desafio fazer releituras de drinks clássicos ou mesmo criar cocktails com cachaça, porque não conhecíamos tão bem os tipos e madeiras usadas para o envelhecimento de cada marca. Hoje, com o devido estudo do tema, ficou mais fácil criar e repaginar cocktails com cachaça. Temos informações de sabor e várias marcas investem em  divulgação e também para manterem um produto de qualidade, no mercado.

 

(Cachaciê) Você acredita que falta informação sobre cachaça para os bartenders. Tanto em relação aos produtos disponíveis, quando sobre as características peculiares da nossa bebida?

 

(Brasil) Sim. Por outro lado, também falta interesse dos profissionais deste segmento. Por isso acho tão necessário os treinamentos promovidos pelas marca das cachaças, para estimular a busca por conhecimento, e promover assim a descoberta da cachaça pelos bartenders.

 

Conheça um pouco do importante trabalho que Filipe Brasil vem desenvolvendo nos últimos anos: