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Minha História, com a Cachaça, por Fabíola Rezende Costa Aguiar

Por Cachaciê   •  14 fevereiro de 2019   •  Compartilhar

 

“Há cerca de seis anos comecei a me interessar por cachaça. As pessoas precisam saber que a marvada, não é assim tão má quanto dizem, tem é que saber beber, assim como toda bebida, deve-se apreciar com responsabilidade e moderação”. Disse a mineira Fabíola, que é psicóloga, natural de Belo Horizonte, e vive, com o marido na cidade vizinha de Contagem.

 

Na entrevista abaixo fica nítido que há cada dia Fabíola se torna uma apreciadora mais experiente e exigente. Confira:

 

(Cachaciê) Conte-nos sobre como você “Descobriu a Cachaça”?

 

(Fabíola) A cachaça sempre esteve presente no meu ambiente familiar, já convivi com várias experiências boas, e também algumas estórias não muito boas. Meu pai sempre gostou de tomar uma “cachacinha”, como ele mesmo fala, antes do almoço. E na verdade isso nunca me atraiu, quando mais jovem, gostava de caipvodcas e de vinho, tudo muito doce, rsrsrsr.

 

A pouco mais de seis anos, uma prima me convidou para experimentar cachaça, gostei e a partir daí comecei a tomar caipirinha e a apreciar a bebida, a ter contato com alguns rótulos de cachaça conhecidas.

 

Quando fiz um passeio em um alambique em Esmeraldas-MG, conheci a produção e todo processo da cachaça de alambique, aí então realmente comecei a apreciar mais a bebida. Comecei a ter mais curiosidade sobre a nossa bebida nacional e a ler mais sobre o tema, seguir algumas marcas nas redes socias, participar de alguns eventos e a adquirir alguns rótulos.

 

E foi em um evento do Cachaciê, no ano passado (2018), que conheci Ana Laura Guimarães, que me apresentou um pouco mais sobre a cachaça, a esse universo bem diversificado, e também a um grupo de mulheres da cachaça. Na Confraria Convida estou podendo conhecer um pouco mais, sobre os trabalhos que estão sendo feitos em relação as cachaças de alambique, como degustar cachaças – bebida brasileira de qualidade, perfeita para celebrar a vida.

 

 (Cachaciê) Além da Cachaça quais bebidas alcóolicas você aprecia?

 

(Fabíola) Aprecio bastante um bom vinho.

 

(Cachaciê) Prefere as brancas ou amadeiradas?

 

(Fabíola) Tenho preferência pelas amadeiradas, principalmente as que passam por barril de carvalho.

 

(Cachaciê) Pura ou no coquetel?

 

(Fabíola) Aprecio tanto pura, quanto em coquetel.

 

(Cachaciê) Gosta de preparar drinks com cachaça?

 

(Fabíola) Sim, às vezes invento umas receitinhas utilizando frutas, frutas de época que colho no meu sítio.

 

(Cachaciê) Gelada ou em temperatura ambiente?

 

(Fabíola) Cachaça pura prefiro em temperatura ambiente, e nos drinks com bastante gelo.

 

 

(Cachaciê) Qual a sua marca de cachaça preferida?

 

(Fabíola) Difícil falar de uma marca preferida, quando se conhece ainda poucos rótulos, mas costumo apreciar a mineira Prazer de Minas e a Sanhaçu, de Pernambuco.

 

(Cachaciê) Qual sua harmonização preferida?

 

(Fabíola) Adoro quando acompanhada com tira gosto tipo comida de boteco, principalmente um bom torresmo, um chouriço e queijos. Na verdade acredito que combina com tudo, rsrsrs.

 

(Cachaciê) Taça Iso ou Copinho Shot?

 

(Fabíola) Uso muito o copinho de vidro (shot), mas está me agradando muito usar uma bela tacinha.

 

(Cachaciê) Compra cachaça com frequência?

 

(Fabíola) Não muito, mas sempre quando vou a um evento ou mesmo algum passeio em outra cidade, estou aproveitando para adquirir um exemplar.

 

(Cachaciê) Compra cachaça de que faixa de preço?

 

(Fabíola) De valor médio de R$100,00.

 

(Cachaciê) Tem o costume de dar cachaça de presente?

 

(Fabíola) Às vezes, quando sei que a pessoa também aprecia.

 

(Cachaciê) Você costuma degustar cachaça em casa ou no bar?

 

(Fabíola) Na maioria das vezes em casa, mas quando vou beber em bares e restaurantes dou preferência a uma dose cachaça ou drink com cachaça.

 

(Cachaciê) Quantos rótulos de cachaça você tem em casa?

 

(Fabíola) Uns 20, aos poucos quero conhecer e adquirir mais alguns.

 

(Cachaciê) Você valoriza a “cara” (embalagem), ou só se importa com o “coração” (líquido)?

 

(Fabíola) Confesso que a embalagem me chama a atenção, mas estou optando por indicação ou recomendação, ou alguma que experimentei e gostei, até porque estou conhecendo alguns rótulos só agora.

 

(Cachaciê) Para você a sofisticação e inovação na embalagem (garrafa, rótulo, caixa) interferem na escolha dos clientes?

 

(Fabíola) Acredito que sim, as vezes a embalagem chama muito atenção e nem sempre as pessoas tem conhecimento da qualidade do produto.

 

(Cachaciê) Você leva em consideração as medalhas e destaques conquistados pelas cachaças, na hora de fazer uma comprar?

 

(Fabíola) Acho interessante saber e conhecer sobre a trajetória da cachaça, mas hoje ainda não levo isso em consideração, estou começando a conhecer alguns rótulos, adquirindo alguns para consumo, estou aprendendo mais sobre essa bebida tão variada e me surpreendo sempre quando experimento uma cachaça nova ou até mesmo um drink diferente, com cachaça.

 

(Cachaciê) Em sua opinião qual o caminho para eliminar a discriminação que algumas pessoas ainda têm em relação à cachaça?

 

(Fabíola) Ainda existe um enorme preconceito ao redor da cachaça, porém, com um trabalho sério e profissional a cachaça começou a ser mais valorizada, os eventos, os cursos, ajudou as pessoas a vê-la como um patrimônio cultural.

 

Acredito que através das redes sociais também, se fala mais da história da cachaça de alambique, da cachaça de qualidade, do mercado e do reconhecimento da bebida até em nível internacional. Com isso quebram-se barreiras e preconceitos, e valoriza-se mais a cachaça de alambique, genuinamente brasileira. Hoje está mais comum beber cachaça entre amigos, em casa e em bares, sendo bem mais utilizada em drinks.

 

As pessoas devem saber que a “marvada, não é assim tão má quanto dizem”, tem é que saber beber, assim como toda bebida, deve-se apreciar com responsabilidade e moderação.

 

(Cachaciê) Qual a vantagem de fazer parte de uma confraria de cachaça, como a Convida?

 

(Fabíola) Achei isso super interessante, uma forma descontraída de aprender. Na Convida tem várias pessoas, não só do ramo da cachaça, mais de vários seguimentos, compartilham o gosto pela mesma bebida. Se reúnem para trocas de conhecimentos, informações, passar experiencias e conhecer pessoas e estórias incríveis relacionada a cachaça.

 

Participar de um grupo de mulheres ampliou meu olhar, mostra que aquela velha história machista, de que cachaça faz somente parte do universo masculino, é coisa do passado. Deixou de ser vergonhoso.

 

Hoje a cachaça está conquistando cada dia mais o público feminino e vejo várias mulheres, grandes empreendedoras no ramo e consumidoras expressivas da cachaça. O trabalho sério e profissional de muitas mulheres, vêm ajudando a quebrar a imagem negativa de bebida ruim e sem qualidade, e quebrando o enorme preconceito ao redor da cachaça.

 

(Cachaciê) Cite uma experiência positiva e inesquecível que você teve com a cachaça?

 

(Fabíola) Quando conheci o alambique da cachaça Prazer de Minas, em Esmeraldas, há mais ou menos três anos, tive o prazer de conhecer o proprietário, o Sr. Euler. Ele foi super receptivo, mostrou todo o processo, todo o alambique. Com um papo super agradável, falou da história da cachaça, da sua história com a cachaça, nos apresentou a bebida, fez uma degustação; foi um dia super agradável e para mim inesquecível.

 

 

(Cachaciê) “Cachaça” em uma palavra?

 

(Fabíola) Celebrar!

 

(Cachaciê) O que você diria para uma pessoa que quer conhecer mais sobre a nossa bebida nacional e passar a degustá-la?

 

(Fabíola) Convidaria a pessoa para tomar uma cachaça de qualidade comigo. Tentaria despertar nela a curiosidade sobre a história da cachaça e a percepção do tanto que ainda temos a aprender sobre a nossa bebida.