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Minha História com Cachaça – por Paulo Bitencourt

Por Cachaciê   •  24 janeiro de 2019   •  Compartilhar

 

Paulo Bitencourt é o entrevistado da coluna mensal “Minha História Com Cachaça”. Natural da cidade do Rio de Janeiro, é formado como técnico em processamento de gás natural, na Petrobras.

 

Paulo tem raízes paternas nas terras das gerais, hoje faz parte da CONFALA, tem preferência pelas cachaças armazenadas na amburana, e se orgulha da bela seleção de rótulos que tem em casa.

 

Um quadro na casa do Paulo, resume bem o pensamento deste apreciador exigente: “Aqui sempre temos tempo para beber uma Cachaça”.

 

Na entrevista abaixo ele conta, entre outras coisas, como seu apreço pela cachaça começou. Confira:

 

(Cachaciê) Conte-nos sobre como você “Descobriu a Cachaça”?

 

(Paulo Bitencourt) Para mim sempre foi natural ter cachaça em casa e apreciar a nossa bebida nacional. Meu pai é mineiro e desde criança lembro-me de quando a gente vinha para Minas, ele comprava cachaça e levava para o Rio de Janeiro. Era costume beber um gole antes das refeições, para abrir o apetite.

 

Quando da minha mudança do Rio de Janeiro, para Minas Gerais, eu já tinha costume de degustar cachaça, mas lá não tinha as variedades que a gente encontra aqui. Quando mudei para Belo Horizonte aí conheci outras cachaças. Cachaças envelhecidas, amadeirados e blends, então descobri o amplo mundo da cachaça.

 

(Cachaciê) Além da Cachaça quais bebidas alcóolicas você aprecia?

 

(Paulo Bitencourt) Hoje em dia bebo basicamente cachaça, é a minha bebida preferida, mas também gosto de cerveja.

 

(Cachaciê) Prefere as brancas ou amadeiradas?

 

(Paulo Bitencourt) Prefiro as amadeiradas, principalmente armazenadas na umburana.

 

(Cachaciê) Pura ou no coquetel?

 

(Paulo Bitencourt) Prefiro pura.

 

(Cachaciê) Gelada ou em temperatura ambiente?

 

(Paulo Bitencourt) Em temperatura ambiente, pois percebo melhor os aromas e sabores da bebida.

 

(Cachaciê) Qual a sua marca de cachaça preferida?

 

(Paulo Bitencourt) Não tenho. Na realidade eu gosto da cachaça que me dá prazer.

 

(Cachaciê) Qual sua harmonização preferida?

 

(Paulo Bitencourt) Para mim cachaça vai bem com tudo, com qualquer tipo de comida, mas em especial cito queijo mineiro.

 

Para mim vai muito além da harmonização com a comida, a cachaça harmoniza bem com os amigos, com ocasiões especiais, com momentos festivos.

 

(Cachaciê) Taça Iso ou Copinho Shot?

 

(Paulo Bitencourt) Como eu não sou um especialista, o copo para mim não faz muita diferença não. Vou mais pelo sabor da bebida, do que pelo aroma.

 

(Cachaciê) Compra cachaça com frequência?

 

(Paulo Bitencourt) Sim. Com alta frequência, pelo menos 6 garrafas por mês.

 

(Cachaciê) De que faixa de preço?

 

(Paulo Bitencourt) Em geral até R$100,00. Meu valor de investimento recorde foi R$200,00.

 

(Cachaciê) Tem o costume de dar cachaça de presente?

 

(Paulo Bitencourt) Sim. Com bastante frequência.

 

(Cachaciê) Você costuma degusta cachaça em casa ou no bar?

 

(Paulo Bitencourt) A maior parte do meu consumo é em casa mesmo, mas quando vou a algum bar eu procuro saber se tem cachaça no cardápio.

 

(Cachaciê) Quantos rótulos de cachaça você tem em casa?

 

(Paulo Bitencourt) Tenho umas 60 cachaças, todas “bebíveis”.

 

Na realidade não coleciono, são todas para consumo mesmo. Quem chega pode escolher entre as que estão abertas, ou alguma fechada que quiser.

 

(Cachaciê) Você valoriza a “cara” (embalagem), ou só se importa com o “coração” (líquido)?

 

(Paulo Bitencourt) Garrafa não é minha primeira escolha, minha primeira escolha realmente é a qualidade da cachaça, até porque se eu compro de uma garrafa muito bonita, depois eu fico com pena de abrir.

  

(Cachaciê) Para você a sofisticação e inovação na embalagem (garrafa, rótulo, caixa) interferem na escolha dos clientes?

 

(Paulo Bitencourt) Acredito que sim, mas não pra quem realmente aprecia cachaça. Talvez as pessoas com menos conhecimento sobre a bebida prefiram as garrafas mais bonitas, mas eu tenho garrafa de cachaça, que a rolha é selada com barro. Para mim isso é um luxo.

  

(Cachaciê) Você leva em consideração as medalhas e destaques conquistados pelas cachaças, na hora de fazer uma comprar?

 

(Paulo Bitencourt) Eu não escolho a cachaça pela premiação dela, mas se a escolhida tiver sido premiada, eu acho interessante.

 

Acredito que a maior parte dos produtores não participam desses concursos. Pode ser porque realmente eles não dão valor, não acham interessantes, ou talvez porque a condição financeira não permita esse tipo de participação, apesar de possuírem produtos de alta qualidade.

 

(Cachaciê) Em sua opinião qual o caminho para eliminar a discriminação que algumas pessoas ainda têm em relação à cachaça?

 

(Paulo Bitencourt) Divulgar mais que a cachaça é um produto genuinamente brasileiro, de qualidade e que gera renda para pequenos produtores. Isso faz a diferença na percepção do produto.

 

Além do conceito de que independe de qual bebida a pessoa estiver ingerindo, se não aprecia com moderação e responsabilidade, não terá uma experiência positiva.

 

(Cachaciê) Cite uma experiência positiva e inesquecível que você teve com a cachaça?

 

(Paulo Bitencourt) Certamente a melhor e inesquecível experiência que a cachaça me proporcionou foi quando da minha chegada à Belo Horizonte. Não conhecia ninguém, a cachaça me trouxe um círculo de amizade muito grande, através da Confala (Confraria da Cachaça de Belo Horizonte). Isso facilitou muito minha adaptação na cidade.

 

(Cachaciê) “Cachaça” em uma palavra?

 

(Paulo Bitencourt) Alegria.

 

(Cachaciê) O que você diria para uma pessoa que quer conhecer mais sobre a nossa bebida nacional e passar a degustá-la?

 

(Paulo Bitencourt) Experimenta essa aqui…

 

Nosso muito obrigado ao Paulo Bitencourt por compartilhar conosco sua história com a cachaça. (Equipe Cachaciê)