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Decisão é a Cachaça Oficial do Festival Botecar 2018

Por Cachaciê   •  19 abril de 2018   •  Compartilhar

Até 30 de abril acontece um dos mais importantes festival de bares de BH, que, neste ano, reúne 38 estabelecimentos e tem como tema a Estrada Real, maior rota turística do Brasil.

 

A comida é de rei, mas esqueça as louças de porcelanas, os talheres de prata e as taças do mais puro cristal. O Botecar 2018 tem como inspiração a Estrada Real, maior rota turística do Brasil. Os 38 bares participantes “viajaram pelos 1.600 quilômetros de extensão em busca de temperos e ingredientes para criarem receitas exclusivas para o festival, que acontece entre os dias 11 e 30 de abril.

Em sua 5ª edição, o Botecar instigou os donos de bares a usarem insumos encontrados ao longo desse percurso, que surgiu no século XVII, quando a Coroa portuguesa ordenou que todo o ouro fosse transportado pelo caminho que interligava os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, em uma tentativa de impedir o contrabando. E os donos de bares capricharam, sabendo que os clientes e o júri técnico serão os responsáveis por eleger os melhores. Para isso basta experimentar o prato concorrente, pedir a cédula de votação e dar uma nota de zero a 10 levando em conta aspectos como sabor da comida, atendimento, entre outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Decisão – A Cachaça Oficias do Butecar

 

Quando se trata de bar, a cachaça não pode faltar. Justamente por isso há 4 anos a Cachaça Decisão é a cachaça oficial do Botecar. Produzida em Sabinópolis/MG e armazenada em Bálsamo, a Decisão está fazendo blitz nos bares participantes. Uma grande oportunidade de apresentar o produto a novos consumidores e divulgação da rica cultura da cachaça.

Estrada Real é o tema este ano

 

Foi exatamente na época da criação da Estrada Real que surgiu a expressão “santo do pau oco”. Esculturas sagradas eram escavadas e serviam de esconderijo para o transporte ilegal de pedras preciosas e ouro. Leonardo Ferreira Chagas se apropriou da máxima e batizou como Santo do Pau Oco o prato do Oratório Bar. A receita leva ossobuco de boi cozido e desengordurado em cama de angu mole, acompanhado de ora-pro-nóbis refogado na manteiga. “A riqueza escondida no osso é o tutano, com seu sabor marcante”, explica. A chef Joana de Castro, do Agosto Butiquim, quis transformar ingredientes comuns a qualquer quintal, como mandioca, ora-pro-nóbis e limão-capeta, em protagonistas. “Investi também no defumado, já que era um processo muito usado no período colonial para conservar os alimentos”, explica. Assim nasceu o Vareio de Viajante (torresmo de joelho defumado e tapioquinha com queijo e ora-pro-nóbis, acompanhado de molho de limão-capeta). Grande vencedor do ano passado, o Agosto está trabalhando firme para conquistar o bicampeonato. Até hoje, o prato Vazio Carnudo, Prato Meio Cheio de Tudo, que leva fraldinha assada com pétalas de cebola roxa, chips de mandioca com gergelim e abobrinha em conserva regados ao molho de cerveja preta, é um dos mais pedidos. “Participar é uma experiência muito rica. Brinco que é uma época do ano em que todo mundo fica animado, dos garçons aos cozinheiros”, diz Joana, que comanda o bar ao lado do primo Lucas Brandão.

O prato Santo do Pau Oco, do Oratório Bar, com ossobuco de boi cozido e desengordurado em cama de angu mole, acompanhado de ora-pro-nóbis refogado na manteiga (foto: Violeta Andrada/Encontro)

Essa será uma sensação vivida pelos recém-chegados Bar du João e Boi Lourdes. Estreantes no festival, eles estão entre os cinco estabelecimentos classificados na 2ª edição do Botecar de Verão. Coincidentemente, ambos escolheram receitas típicas do Norte de Minas. A do Bar du João é o Pot-pourri Real – copa-lombo ao molho de laranja acompanhado de tartar de banana e farinha pequi. “Criamos uma expectativa, ficamos numa ansiedade danada. Mas é bom!”, entrega o proprietário João Gonçalves, que contou com a ajuda da mulher, Edileuza Rodrigues dos Santos, para criar o prato. “Ela é do Vale do Jequitinhonha e essa é uma receita famosa por lá.” Já o Boi Lourdes aposta no seu Trem do Boi, barquete com creme de carne-seca e pequi acompanhada de carne-seca e queijo do Serro empanado. A receita está há gerações na família do gerente da casa, George Deyde. “Apostamos na ousadia, o nosso prato é bem diferente do que os outros concorrentes estão servindo”, diz o proprietário, Ronaldo Macedo.

A chef Aline Elias, do Santo Boteco, está empolgada com sua criação. Integrante do Botecar desde o ano passado, para esta edição ela acredita que a sua Bochecha Real vai dar o que falar entre a clientela. A receita leva bochecha de porco ao molho de laranja acompanhada de batatas baby douradas. Para deixar a carne mais saborosa, Aline a cozinha por quatro horas no suco de laranja. “Quis usar uma carne barata para mostrar que é possível criar um grande prato com um ingrediente simples”, explica. A confiança da chef tem uma justificativa. Ela conta que fez o prato para testar e um cliente acabou comendo sete em um só dia. “Não tem erro, somos fortes concorrentes a levar o título”, garante, com bom humor. Para quem quiser, além de provar as delícias, economizar, o Banco Inter, um dos patrocinadores do evento, traz uma novidade: pagando com o Interpag (via QR Code, no aplicativo do banco), os clientes ganham 20% de desconto nos pratos.

Outro prato concorrente ao título do Botecar 2018: o Queixinho é do Vovô, da Cervejaria Seu Romão, filé mignon ao molho de pesto na cachaça, acompanhado de muçarela de búfala e tomate (foto: Violeta Andrada/Encontro)

E no meio de tanta festa o Botecar também rende belas homenagens a quem fez parte da sua história. O Curin Bar, por exemplo, batizou o seu prato de Gastrocnêmio Azevedo, uma lembrança ao assistente de produção do festival Haroldo Azevedo, morto em 2017. “Com o passar dos anos, ele se tornou um grande amigo da família”, afirma Saulo Furtado, que trabalha no bar com o pai, Marcílio Furtado, mais conhecido como Curin. Outro grande homenageado desta 5ª edição é José Xavier Moreira, que faleceu no fim de março, pouco antes de o festival começar. Durante 27 anos, ele comandou o Barção Moreira ao lado da mulher, Conceição Moreira. “Ele sempre foi uma pessoa muito alegre e estava com a gente desde o início”, diz o idealizador do Botecar, Antônio Lúcio Martins. “Manter o Barção no festival é uma forma de mostrar que o José continua presente, tanto para a família quanto para seus clientes.”

Por Dentro do Evento

Quando: até 30 de abril/18

Participantes: 38 estabelecimentos

Tema: Estrada Real

Eleição: Depois de provar o tira-gosto, cada cliente recebe uma cédula e dá nota de zero a 10, levando em consideração aspectos como sabor da comida, atendimento e temperatura da cerveja. O mais votado leva o título de campeão de 2018.

Mais detalhes: www.botecar.com.br

Fonte: Revista Encontro