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Um ano bom para a Cachaça

Por Cachaciê   •  30 dezembro de 2016   •  Compartilhar

2016 vai embora deixando um considerável legado para a cachaça, e para 2017 um grande desafio, ser ainda mais generoso com a mais brasileira das bebidas.

Se para muitos setores 2016 foi catastrófico para a cachaça proporcionou momentos gloriosos. Observamos aumento de bons e confiáveis espaços de discussão e disseminação da cultura da cachaça, novos rótulos foram lançados, muitas marcas trabalharam fortemente o seu posicionamento de mercado, relevantes cifras foram investidas em estratégias de comunicação e marketing, vimos produtores focados em resultados mensuráveis e ganho de share, valorização e expansão da rede de distribuição, foco nas exportações, aumento das participações em feiras importantes e concursos nacionais e internacionais. E para fechar, muitas medalhas conquistadas por cachaças de todas as partes do Brasil, em especial no Concurso Mundial de Bruxelas.

Depois dos Estados Unidos e da Colômbia reconhecerem a cachaça como bebida típica e exclusiva brasileira, em 2016 foi a vez da assinatura entre Brasil e México do acordo de reconhecimento mútuo e proteção da cachaça e da tequila; o que abre uma enorme expectativa para a assinatura de acordos similares com outros países nos próximos anos.

A cachaça entra de vez para o promissor negócio dos clubes de assinaturas, uma forte tendência em muitos outros segmentos do mercado, com opções muito atrativas para bolsos e gostos, este canal de venda experiencial se consolida e o brasileiro sente o prazer de receber mensalmente uma surpresa valiosa, preparada com zelo para transportá-lo para um riquíssimo universo sensorial. Sinto-me na obrigação de citar aqui o Clube CN (da Cachaçaria Nacional), CCH (Clube Cachaça Hunters), e o Clube Quintal da Cachaça (da Phenix Distribuidora de Cachaças Finas), o pioneiro. Todos estão realizando um belo trabalho de consolidação de público consumidor qualificado e merecem nosso apoio e reconhecimento.

Para não ficar aqui citando acontecimentos memoráveis até a virada do ano, o que bem acompanhado de boas doses da nossa branquinha seria tarefa fácil, tomo a liberdade, por minha conta e risco, de eleger três acontecimentos muito relevantes, que resumem o que foi 2016 para a cachaça.

Primeiro as Olimpíadas no Rio, inquestionavelmente um pódio para tornar a cachaça mais conhecida e reconhecida entre estrangeiros e também entre a nossa gente.

Muitas empresas fizeram ações inteligentes e impactantes. Apenas para citar algumas: As cachaças de Minas Gerais e Pernambuco estiveram presentes na casa da Alemanha.

A 51 assinou contrato de patrocínio exclusivo para apresentar o produto aos quase 500 mil visitantes esperados nos 309 quiosques, da Barra da Tijuca a Copacabana.

A Seleta realizou ações promocionais na orla e patrocínio de shows durante as Olimpíadas.

A Santo Grau realizou ação com carrinho próprio de caipirinhas, para visitantes e turistas no CCB Lounge Park, espaço instalado na Praia da Macumba do Rio de Janeiro, no Camping Clube do Brasil. O evento reuniu gastronomia e entretenimento, e a Santo Grau foi a única cachaça utilizada na elaboração de todos os drinques.

O Projeto Cachaças Origem Brasil também aproveitou o grande evento mundial para instalar-se em cinco lojas da Rede Pão de Açúcar da Orla do Rio. Com foco na valorização da cachaça de alambique o projeto de venda qualificada disponibiliza cerca de 50 rótulos, de 14 estados, em 12 tipos de madeiras, apresentados por promotoras muito bem treinadas.

Em segundo e ainda mais significativa, foi a aprovação da lei que permite o retorno da cachaça para o SIMPLES, a partir de 2018. Isso representou uma injeção de ânimo para a cadeia produtiva como um todo. Uma conquista árdua, liderada pelo IBRAC e as entidades regionais associadas, juntamente com o Sebrae.

O terceiro lugar fica com o maior evento de varejo supermercadista de Minas Gerais, ocorrido de 18 a 20 de outubro, a Superminas, que em sua 30ª edição bateu recordes: R$ 1,7 bilhão em volume de negócios, participação de 430 expositores, lançamento de 340 novos produtos, 650 cidades mineiras compareceram, público participante de 53,5 mil pessoas, presença de representantes de todos os estados brasileiros e de 20 países.

Mas por favor, não me julguem bairrista por citar esse evento. Essa escolha se dá porque a cachaça estava lá bem representada e muito bem apresentada.

E foi com enorme satisfação que tive a oportunidade de visitar e conversar com as equipes das cachaças presentes: Coluninha, Seleta, Ariana, Suor de Minas, Terra de Ouro da Coopercachaça de Salinas, Tiara, Menina Branca e Flor das Gerais. Por motivos óbvios não poderei explicitar o volume de vendas que estas marcas de cachaça obtiveram, mas garanto que foram significativos. E mais que os negócios fechados vale atentar para a simbologia da presença forte de tantas cachaças neste grande evento. Este ano as grandes marcas de cervejas com seus estandes badalados não participaram, o que foi excelente para a cachaça e potencializou a percepção de visitantes e expositores em relação a nossa caninha – um gol de placa…

Bom, e o que nos reserva 2017? Ainda é cedo para sabermos… Mas sempre vale arriscar palpites: muitas oportunidades Premium para a cachaça.

Da nossa parte estamos preparando evoluções para o aplicativo Cachaciê e novidades para o portal. Somos uma vitrine para as marcas de cachaça e seguiremos trabalhando com afinco. Para o próximo ano o objetivo é chegar a 2 mil rótulos no aplicativo – hoje temos 900. E sermos um elo para fortalecer o relacionamento próximo e próspero com os consumidores e apreciadores.

Um brinde! E que 2017 venha logo e com ele muitas oportunidades para serem destiladas.

 

 

 

* Ana Laura Guimarães, sócia do Cachaciê.