Prime Day 2025: Recordes para a Amazon e queda para lojistas

Não dá para ignorar: a edição 2025 do Prime Day dividiu a praça como nunca. Enquanto a Amazon vibrou com números inéditos de vendas e economia para os clientes, diversos lojistas terceiros sentiram o clima azedar logo nas primeiras horas do evento. Segundo dados da Momentum Commerce, que cuida das vendas de 50 vendedores na plataforma, a queda foi amarga: 41% menos faturamento comparando com o ano passado.

A promessa inicial era grande. O Prime Day de 2025 durou quatro dias inteiros, a maior janela de descontos já promovida pela Amazon. A ideia era gerar mais tempo para clientes aproveitarem promoções e, claro, bombar o total de vendas. Para o consumidor, isso significou mais ofertas piscando na tela por mais tempo e, pelo menos segundo a Amazon, mais chances de economizar.

Cenários opostos: gigante cresce, pequenos penam

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No entanto, essa maratona de promoções não trouxe felicidade para todo mundo. Enquanto as vendas diretas da Amazon subiam — com direito àquelas manchetes de recorde —, os lojistas terceiros, que ajudam a dar variedade ao catálogo, encararam dificuldade real para manter o ritmo. Os resultados da Momentum Commerce são só a ponta do iceberg: relatos de vendedores menores mostram que, apesar do engajamento dos consumidores, muita gente viu o carrinho esvaziar como nunca no Prime Day.

O choque pode ser explicado por várias razões. Com mais dias de evento, os consumidores podem ter ficado mais seletivos, diluindo as compras ao longo do tempo em vez de correr para garantir ofertas logo nas primeiras horas. Outro fator: a Amazon prioriza ofertas próprias, que ocupam o topo das páginas, deixando os vendedores terceiros brigando por atenção. Isso pesa na concorrência por preços e exposição, prejudicando justamente as pequenas e médias lojas.

  • Amazon comemorou o maior volume de vendas em um Prime Day.
  • Lojistas independentes viram as vendas despencarem em 41% no começo do evento.
  • Expansão para quatro dias pode ter espalhado as compras, afetando impulsividade do consumidor.

Para quem vende na plataforma, fica o dilema: apostar no Prime Day ainda vale a pena? Ou será a hora de procurar formas alternativas de se destacar em meio à avalanche de descontos e grandes campanhas da própria Amazon?

5 Comentários
  • Emerson Coelho
    Emerson Coelho

    Essa dinâmica do Prime Day 2025 é um case clássico de externalidades negativas na plataforma: a Amazon otimiza seu próprio ecossistema de vendas diretas, priorizando algoritmos que favorecem suas próprias SKUs, enquanto os vendedores terceiros são forçados a operar em um ambiente de competição assimétrica. A diluição do comportamento de compra ao longo de quatro dias, combinada com a saturação de ofertas, resulta em uma diminuição da urgência percetível - o que, por sua vez, impacta negativamente a conversão de lojas com menor poder de visibilidade. É um modelo insustentável a longo prazo, a menos que haja regulamentação de exposição equitativa.

  • Gustavo Teixeira
    Gustavo Teixeira

    sera q a amazom ta mesmo querendo ajuda dos pequenos ou so usando eles pra encher o catalogo e dps botar o foco nas propria marca? tipo, eu compro no prime day pq tem tudo, mas agora to vendo que as ofertas q eu mais queria sumiram e so sobrou o q a amazon vende... e isso ta ficando chato. talvez a gente precise de um sistema q garanta um minimo de visibilidade pro pequeno, nao so o q da mais lucro pro gigante.

  • Luciano Moreno
    Luciano Moreno

    Os dados apresentados pela Momentum Commerce são, em tese, confiáveis, mas carecem de um contexto mais amplo sobre a base amostral. Seria interessante verificar se a amostra de 50 vendedores é representativa do total de 2 milhões de vendedores terceiros na plataforma. Além disso, a redução de 41% pode ser parcialmente atribuída a fatores externos, como inflação e queda no poder aquisitivo, e não exclusivamente à estrutura do Prime Day.

  • Claudio Alberto Faria Gonçalves
    Claudio Alberto Faria Gonçalves

    Isso aqui é um plano pra acabar com os pequenos. Tá tudo programado. A Amazon não quer lojistas, ela quer ser o único vendedor. Primeiro ela deixa você entrar, te dá ilusão de que dá pra ganhar dinheiro, depois ela muda as regras, esconde suas ofertas, e quando você tá no vermelho, ela solta um "ah, mas o Prime Day foi um sucesso!". Eles não são uma empresa, são um monopólio disfarçado de loja. E o governo? Nada. Porque o governo é sócio também.

  • Caio Malheiros Coutinho
    Caio Malheiros Coutinho

    Se você vendeu menos, é porque você é ruim. Não adianta chamar de conspiração. A Amazon é o maior mercado do mundo, se você não consegue competir, muda de ramo. Brasil não precisa de protecionismo, precisa de empreendedorismo de verdade.

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